
A Rússia começou a enviar para a linha de frente tanques equipados com o sistema de proteção ativa Arena-M, que, segundo autoridades do país, foi atualizado para detectar e interceptar drones e munições de ataque antes que atinjam o veículo.
De acordo com informações do site Defence Blog, a medida reflete a crescente importância das aeronaves não tripuladas no conflito na Ucrânia, onde elas se tornaram uma das maiores ameaças aos blindados.
Imagens divulgadas recentemente mostram versões modernizadas dos tanques T-90M e T-72B3A operando com o Arena-M. O sistema utiliza radares para identificar ameaças que se aproximam e dispara contramedidas capazes de destruí-las a curta distância.
De acordo com autoridades russas, um novo modo de operação foi desenvolvido especificamente para enfrentar drones kamikaze e munições vagantes.
Os veículos também vêm sendo empregados de forma diferente da doutrina tradicional. Em vez de avançar diretamente contra posições inimigas, alguns tanques passaram a disparar de posições protegidas, semelhantes às utilizadas pela artilharia, enquanto drones realizam reconhecimento, correção de tiro e monitoramento do campo de batalha.
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A adoção dessas tecnologias ocorre em um momento em que drones baratos e amplamente disponíveis transformaram a guerra na Ucrânia, obrigando ambos os lados a desenvolver novas formas de proteção para veículos blindados.
Embora o Arena-M represente um avanço na defesa dos tanques russos, ainda não há evidências independentes que comprovem sua eficácia em condições reais de combate contra o amplo espectro de drones utilizados no conflito.
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